PUBLICIDADE

Print
PDF

Circuitos elétricos I - Associação de resistores

Written by Marcos Cassiano.

Associação de resistores


Na Figura 01, uma fonte de tensão v é conectada a três resistores em série. Pode-se aplicar a lei das tensões de Kirchhoff para o laço único do circuito.

Resistores em série
Fig 01
− v + R1 i + R2 i + R3 i = 0.

Reagrupando a igualdade,

( R1 + R2 + R3 ) i = v.

A expressão entre parênteses é a resistência equivalente, que faz o mesmo efeito dessa combinação. 

Generalizando, pode-se dizer que a resistência equivalente de uma combinação de n resistências em série é dada pela soma:

Req = R1 + R2 + … + Rn #A.1#.

No exemplo da Figura 02, uma fonte de tensão v é conectada a três resistores em paralelo. A aplicação da lei das correntes de Kirchhoff nos nós a e b permite o resultado:

Resistências em paralelo
Fig 02
i = i1 + i2 + i3.

Desde que cada resistor está sob a mesma tensão v, a corrente é a relação entre essa tensão e o valor da sua resistência.

i = v / R1 + v / R2 v / R3. Reagrupando,

v = [ 1 / ( 1/R1 + 1/R2 + 1/R3 ) ] i. 

O termo entre colchetes é a resistência equivalente dessa associação. Generalizando, a resistência equivalente para uma associação de n resistências em paralelo é dada por:

1 / Req = 1 / R1 + 1 / R2 + … + 1 / Rn #B.1#.

Para o caso particular de dois resistores em paralelo, a fórmula abaixo pode ser facilmente deduzida:

Req = R1 R2 / (R1 + R2#B.2#.

Em várias referências, são usadas duas barras verticais para indicar o resultado aritmético da associação em paralelo. Portanto, na fórmula anterior,

R1 || R2 = Req = R1 R2 / (R1 + R2) #B.3#.

Associação mista de resistores
Fig 03
Associações mistas de resistores podem ser, em vários casos, resolvidas em partes.

No exemplo da Figura 03, as etapas são:

Rfg = R5 || R6 (conforme #B.3#).

Reg = R4 + Rfg

E o resultado final é Rab = R1 + (R3 || Reg) + R2.


Divisor de tensão e divisor de corrente


Divisor de tensão é um arranjo simples de resistores em série, bastante utilizado em circuitos eletrônicos, para fornecer tensões contínuas inferiores ao valor da tensão da fonte.

Divisor de tensão
Fig 01
No exemplo da Figura 01, a resistência equivalente entre 0 e 3 é dada por:

Req = R1 + R2 + R3.

Portanto, a corrente i é calculada por:

i = v / (R1 + R2 + R3).


Tensão v1 = i R1 = v R1 / (R1 + R2 + R3).

Tensão v2 = i (R1 + R2) = v (R1 + R2) / (R1 + R2 + R3).

Tensão v3 = i (R1 + R2 + R3) = v (R1 + R2 + R3) / (R1 + R2 + R3) = v.

Procedimento similar pode ser feito para qualquer número de resistores. Se o conjunto de resistores em série for substituído por um variável, a saída será ajustável de 0 a v.

Os cálculos acima não consideram a corrente do circuito a alimentar. Assim, os valores reais serão menores que os indicados. Devido à dissipação de energia nos resistores, o arranjo não é adequado para altas potências.

Divisor de corrente
Fig 02
Um divisor de corrente usa uma fonte de corrente e resistores em paralelo conforme exemplo de três resistores da Figura 02 (a).

Conforme visto em tópico anterior, a resistência equivalente dessa associação é

1/Req = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3.

Ou, simbolicamente,

Req = R1 || R2 || R3

A aplicação da lei das correntes de Kirchhoff permite a fácil dedução da corrente em cada:

i1 = (Req / R1) i. E de forma similar para as demais. Naturalmente, o cálculo pode ser estendido para qualquer número de resistores.

No caso particular de 2 resistores conforme (b) da Figura 02, a resistência equivalente é Req = R1 R2 / (R1 + R2). Substituindo e simplificando na fórmula anterior,

i1 = i R2 / (R1 + R2) para a primeira corrente e i2 = i R1 / (R1 + R2) para a segunda.


Exemplos de associação de resistores


No exemplo da Figura 01, é suposto que a formação do circuito se repete continuamente. Considerando o valor de cada resistor 1 Ω, determinar a resistência equivalente entre os pontos a e b.

Associação infinita de resistores
Fig 01
Seja R a resistência entre a e b. Se o circuito for cortado em CC', a resistência do restante é também R, uma vez que a formação é repetida até o infinito.

Então, a resistência entre a e b (R) é igual à associação de uma resistência de 1 Ω em série com uma associação paralela de 1 Ω com R. 

R = 1 + (1 || R) = 1 + 1 × R / (1 + R). Reagrupando e simplificando a igualdade,

R2 − R − 1 = 0. O resultado é a solução positiva dessa equação do segundo grau, R ≈ 1,618 Ω.


Resistores em um cubo
Fig 02
Na Figura 02, resistores de 1 Ω são dispostos em um arranjo espacial, nas arestas de um cubo. Determinar a resistência entre vértices opostos (exemplo: a e g).

Provavelmente, o problema pode ser resolvido com a planificação do circuito e a aplicação das leis de Kirchhoff. Mas a simetria do caso sugere um meio mais simples e imediato.

Seja uma corrente de 6 A aplicada entre os vértices a e g. 

Desde que os resistores têm o mesmo valor, ela é dividida igualmente nas três arestas que partem de cada vértice: iab = iad = iae = ihg = ifg = icg = 2 A.

Em vértices intermediários (por exemplo, d) a corrente é dividida por dois: idc = idh = iad / 2 = 1 A.

Escolhe-se agora um caminho qualquer entre a e g. Exemplo: ad, dh e hg. E as respectivas correntes já foram deduzidas: iad = 2 A, idh = 1 A e ihg = 2 A.

A queda de tensão entre a e g é a soma das quedas de cada parte:

vag = vad + vdh + vhg = 1 × 2 + 1 × 1 + 1 × 2 = 5 V. Desde que iag = 6 A conforme premissa,

Rag = vag / iag = 5/6 Ω.
Comentarios (0)Add Comment

Escreva seu Comentario

busy

Comente Facebook

Artigos

Artigos

Apostilas

add_page

Estudos Gerais

accept_page